domingo, 24 de maio de 2009

Amar o teatro não em mim, mas no outro


Pensei que havia experimentado o teatro no outro ao contracenar com Aimée uma cena simplória, onde uma menina faz um avião para um garotinho que vende jujubas. Rimos tanto, que escorregões não nos detiveram. Recebi texto no colo, e participei mais como expectador ativo que como um ator. A velha história do ator escada dessa vez não me feriu, ao contrário, me mostrou como ser simples, quase invisivel traz holofotes gritantes à cara.

O teatro no outro não se restringiu apenas a doce Aimée, com gosto de chocolate quente. Hoje me toma minha menina Lara, tão ingênua, tão tímida ao cobrir os seios sujos de argila com os ombros. E como duividei da sua competência, da força que se escondia nos seus fragéis braços. Me provaste dia após dia, que cobrir-se dos pés a cabeça de argila era bobagem, que era simple encaixar minha flácida máscara em meu rosto repleto de longos cabelos, que me segurar contorcido tirava de letra.

È a ausência no palco que mais me marcará.

Te amo Lara e obrigado por tudo!

5 comentários:

Lara disse...

pode ter certeza que o corpo encolhido e sem esperiências aprendeu muito com vc...
e que fica triste em te deixar em cena

:*

Lara disse...

*experiencias

Ruth_ disse...

"pensar é um ato. sentir é um fato."

lembrei disto ao ler teu texto..

=]

carlos disse...

caminho do crescimento na arte é exatamente esse: vez poroutra precisamos ser invisíveis mesmo, até mesmo pra se proteger, sem deixa que a coragem existe dentro!

cheiro bem grande!
Carlos

Carlos Ferrera - Cia. Santa-Fogo (Recife) disse...

o caminho do crescimento na arte é exatamente esse: vez por outra precisamos ser invisíveis mesmo, até mesmo pra se proteger, sem deixar que a coragem exista dentro!

cheiro bem grande!
Carlos