sábado, 23 de fevereiro de 2008

Las Camas de "A Serpente"


Ontem a noite, enquato esperava o sono se apoderar de mim, lembrava das palavras insólitas da venenosa, e me lembrei de como, enquanto trocavamos putrefações teatrais, desejavamos ter quando fossemos grandes atores, relatos de certas situações pelas quais passamos, na nossa corrida incessante pelo teatro.
O fato é que acabei me lembrando de uma situação engraçada que nem comentamos.
Enquanto ensaiavamos "A Serpente" contavamos com um grande problema. Como encontrar uma cama para as cenas, e a cama era imprescindivel, era mencionada em todas as cenas, sexo era simulado em cima dela. O que fazer? A mayara prometia trazer a sua. E tranquilizava a todos, mas eu e a Savanna não conseguíamos confiar nela, porque o otimismo da menina é enorme e a negativa "não deu certo!" só vinha no dia, recheado de desculpas plausíveis, então me adiantei a caçada de uma cama, e foi fácil conseguir. Para a apresentação no Cefet-se, conseguimo com a Aline, uma aluna que morava em frente ao colégio, e sou eternamente agradecido a ela porque, a avó faleceu na vespera da apresentação e ela teve que viajar para São Paulo, e mesmo assim ela deixou tudo organizado. Para a apresentação no centro de criatividade consegui com o meu grande amigo Cayo que nos emprestou uma cama da sua casa que ficava perto de lá.
O que quero salientar nesse texto é que fomos sim atores, fomos profissionais, fomos grupo, porque não é para qualquer um invadir a intimidade de duas famílias, tomar emprestado a cama, encenar na cama emprestada e depois correr para devolver, porque alguém precisava dela para dormir!Só atores profissionais são competentes a improvisar a tal ponto

2 comentários:

kk disse...

Tipo, é quase inacreditável pensar que você n se considera um ator, porque você o é. Um muito bom, por sinal, e que tem toda a minha admiração.
E essas histórias que surgem com o crescimento da sua carreira (sim, porque eu já vejo sua caminhada como carreira, visto que te reconheço como ator), e espero estar sempre por perto para ouvi-las.

*estou levando o "minha menina mimada" para o melhor lado possível, porque posso dizer que me senti muito especial ao ser referida assim... só espero que não seja tão mimada a ponto de te afastar, né?

Tio Jubileu disse...

vim comentar o q li.. mas faltam palavras..

coisas como essas (aranjar um objeto, conseguir apoio, bla, bla) fazem parte da construção de uma peça.. e isso a plateia nao vê.. ai estah o probelma - ai eles perdem o melhor do ato: representar numa cama emprestada em tais circunstancias eleva a cena e nos faz adentrar ainda mais na atuação, sentirmos problemas, sensações, paixoes q soh a representação nao conseguiria nos dar.

eu me imaginei assistindo à peça.. alguem muito querido q se foi.. mesmo assim a responsabilidade, o dever.. minha cama ali, meus sonhos..