domingo, 16 de novembro de 2008



Não sei que rato roedor de desejos me cerca, nem entendo porquê tenho essa necessidade de aumentar o meu léxico. Me sinto infundado. Parece que tem uma nuvem branca não nos meus olhos, mas em minha mente, que me pavoneia, me alucina. E ela não me permite chegar a lugar nenhum, é um vazio que não seca pela simples razão de não ter o que eliminar. E eu me sinto inoportuno, trivial. Aquele miojo no armário usado apenas quando necessário - nem sei se o verbo usar se adequa aqui.
E eu não sei caminhar com minhas próprias pernas. Se o Caio me dói, O Saramango me sacode de uma forma terrível : "Penso que não cégamos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que vendo, não vêem" [:o]. Somos todos cegos, cegos que apenas olham por terem olhos, mas incapazes de visualizar um palmo a frente do seu nariz. Eu me sinto assim abandonado igual ao menino do semáforo, com a diferença que eu não aprendi ainda a fazer malabares! Talvez as pessoas se relacionam como as bolinhas dos malabares, umas pessoas sempre por cima, outras sempre por baixo, e outras que nunca percebemos por onde oscila.
Tenho me deparado com coisas tão singelas a me alegrar efusivamente. Essa semana me alegrei com a vinda de Ingedore à Aracaju - não, não possuo nenhuma intimidade com ela, trata-se da maior estudiosa na aréa de Linguistica Textual - com uma conversa informal tida com um professor admirável, com o livro de Saramago que me silencia, com umas fotos maravilhosas que encontrei em orkut's alheios... Tanta simplicidade repugnante. E eu me sinto imensamente gordo! Repugnante, como a minha falta de nada. Cansado de não saber ir além dos meus pensamentos. Não saber ainda caminhar com minhas próprias pernas

2 comentários:

Fláviabin disse...

fotos lindas. Texto bom! Sabe acho que está todo mundo assim, todo mundo que escreve tah meio dark e sabe. Estamos secos. Estamos ocos. Estamos aos berros no meio do semáforo pedindo pelo amor de deus 'me ensina a equilibrar essa porra!!!!!!!!'

iisα ' disse...

Ei! Cadê o texto que estava aqui? O Euler comeu?!